quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Odor vaginal


  • A vagina elimina naturalmente secreções e odores resultantes do processo fisiológico de renovação celular, por isso toda mulher tem secreção e odor vaginal. Na maioria das vezes, esse odor é suave, pouco perceptível e pode mudar de intensidade e característica de acordo com as fases do ciclo menstrual.
  • A flora vaginal pode ser alterada a partir de determinados hábitos, como a alimentação ou prescrição de antibióticos. As infecções ou inflamações vaginais têm como um dos principais sintomas o corrimento acompanhado, geralmente, de mau cheiro.
  • O odor vaginal pode indicar infecção caso mude suas características habituais, fique muito intenso e esteja acompanhado de outros sintomas como coceira, ardência, corrimento vaginal (especialmente de coloração amarelada ou esverdeada) ou incômodo ou dor durante a relação sexual.
  • Esses são sintomas de alerta, por isso é recomendado que, na sua presença, a mulher procure um ginecologista para avaliação. Corrimento e odor forte podem indicar desde infecções mais leves, causadas por fungos e bactérias que se proliferam quando há um desequilíbrio da flora vaginal, até doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia. Menos comumente, esses sintomas surgem devido à retenção de objetos, como absorvente íntimo ou camisinha, no interior da vagina.Raramente, mal cheiro na vagina podem ser um sinal de uma doença mais grave, como a doença inflamatória pélvica (DIP) ou câncer cervical. É sempre melhor consultar seu ginecologista, se você tem mal cheiro na vagina.

Dicas

Roupa justa – os tecidos justos impedem a respiração da região e facilitam a impregnação de fungos e bactérias nocivos. Para evitar, opte por peças mais largas e feitas de algodão.

Higiene excessiva – pelos e secreções são essenciais para a proteção da região. Ao lavá-la muito, a tendência é que as bactérias e o fungos que antes viviam em harmonia, se proliferem desregradamente e causem doenças. Para evitar, faça a higienização normal durante o banho – dois por dia é suficiente.

Higiene insuficiente – ao mesmo tempo, deixar de higienizar a região também é um problema, já que o suor e a secreção em excesso pode causar coceira e outras doenças. Para evitar, lave todas as dobras com cuidado durante o banho utilizando sabonete neutro, sem cheiro e sem cor.

Sabonete inadequado – sabonetes que limpam excessivamente ou que possuem substâncias químicas para alterar o cheiro ou a cor do produto podem causar irritações. Para evitar, opte pelo sabonete neutro, sem cheiro e sem cor.

Ducha vaginal – lavar o canal é arriscado porque altera toda a região, além de causar micro lesões. Para evitar, faça a higienização apenas por fora porque a vagina é capaz de se autorregular.

Absorvente diário – o produto abafa a região. Para evitar, utilize apenas no fim da menstruação. No dia a dia, prefira as calcinhas de algodão.

  • Além disso, outras características individuais e que não necessariamente tenham relação com maus hábitos também podem influenciar no odor da região. São elas:

Transpiração excessiva – para evitar, troque as peças íntimas com frequência e opte por tecidos frescos de algodão.

Vazamento de urina – antes de tomar qualquer atitude é necessário investigar a causa dos escapes. Para evitar, seque sempre a vulva e sempre troque a calcinha molhada.

Excesso de peso – as dobrinhas formadas na pele também podem causar o problema. Para evitar, lave e seque com cuidado a região e, após o banho, fique um tempo sem roupa.

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